No dia 28 de setembro de 2026, um grupo de 25 alunos da Live University visitou o Terminal Exportador de Santos (TES), no Porto de Santos, para acompanhar de perto uma das operações mais relevantes do agronegócio brasileiro. Para quem estuda ou já atua em supply chain, logística e comércio exterior, a experiência mostrou como funciona, na prática, a cadeia que leva grãos do campo ao navio. O relato é da própria instituição de ensino, que divulgou a visita como parte de sua programação de aprendizagem imersiva.
O TES é uma joint venture entre Cargill e Louis Dreyfus Company (LDC), duas das maiores tradings globais de commodities agrícolas. A unidade é dedicada à movimentação, armazenagem e exportação de granéis como soja, milho e farelo de soja, além do sorgo, que já integra a operação em menor escala. Segundo a Live University, somente em 2025 o terminal movimentou aproximadamente 5,3 milhões de toneladas, recorde histórico da unidade e um crescimento de cerca de 26% em relação a 2024.
Esses números não vêm de um balanço público auditado, mas da comunicação da própria escola sobre a visita, o que não invalida o dado, mas pede o devido contexto: é a versão da operação contada por quem organizou a experiência de aprendizagem, não uma apuração independente do desempenho do terminal.
A turma foi recebida por Luiz, gerente de Recursos Humanos do TES, e acompanhada por profissionais das áreas de Segurança, Melhoria Contínua e Logística, que apresentaram desafios e práticas de gestão de uma estrutura portuária de grande escala. A programação incluiu visita técnica guiada às instalações operacionais do terminal.
Os alunos conheceram a infraestrutura de recebimento de cargas pelos modais ferroviário e rodoviário, os processos de movimentação e armazenagem de produtos, os armazéns e os 11 silos que compõem a estrutura do TES. Um dos pontos destacados pela instituição foi a observação dos equipamentos responsáveis pela transferência dos granéis até os navios, com uma embarcação atracada durante a visita, demonstração direta de como a carga sai do silo e chega ao porão do navio.
Segundo a Live University, o objetivo da visita foi mostrar, na prática, como se conectam disciplinas que no currículo costumam aparecer separadas: Supply Chain, Logística, Gestão de Operações, Melhoria Contínua e Comércio Exterior. Numa operação como a do TES, essas áreas não funcionam isoladas. A programação ferroviária e rodoviária de recebimento depende de planejamento logístico fino; a armazenagem em silos exige controle de qualidade e gestão de estoque; e a transferência para os navios é o ponto em que tudo isso vira, de fato, exportação.
Para um aluno de supply chain, ver essa cadeia operando ao vivo tem um valor que nenhum estudo de caso em sala reproduz: a escala física dos 11 silos, o ruído e a logística simultânea de caminhões, vagões e navio atracado tornam concreto algo que no papel é só um fluxograma. É esse tipo de contato que costuma separar quem entende supply chain em teoria de quem já viu uma operação portuária de granéis funcionando.
Vale lembrar que o Porto de Santos é reconhecido como o maior porto da América Latina em movimentação de cargas, e terminais como o TES fazem parte de uma infraestrutura crítica para o escoamento da safra brasileira rumo aos mercados internacionais. Para o leitor de supply chain, fica o registro de que iniciativas de imersão como essa, quando bem conectadas ao conteúdo técnico, têm potencial de formar profissionais mais preparados para lidar com a complexidade real da cadeia de exportação do agronegócio, mesmo que os detalhes de formato e continuidade do programa ainda não tenham sido divulgados publicamente.