O iFood lançou o Entrega Dedicada, modalidade em que restaurantes selecionam dias e períodos para contar com entregadores dedicados à operação, inclusive para pedidos recebidos fora do aplicativo. A novidade amplia as alternativas de contratação da última milha, mas exige comparar cobertura, cobrança e condições de atendimento antes de substituir a estrutura atual.
No iFood Entrega Dedicada, o estabelecimento escolhe quando pretende utilizar o serviço. Segundo a empresa, os entregadores podem escolher em qual modalidade atuar e combinar mais de uma opção.
A proposta permite usar a tecnologia logística do iFood nos canais próprios de venda, mantendo o relacionamento direto do restaurante com o cliente. A companhia informa que a modalidade dá acesso à rede de mais de 600 mil entregadores parceiros. Esse total, porém, não equivale à capacidade disponível para um endereço ou horário específico.
A notícia do lançamento não detalha cidades atendidas, preços, antecedência de reserva nem regras para alteração dos períodos. Portanto, ainda não há elementos suficientes para afirmar que o serviço custará menos ou reduzirá o prazo de uma operação específica.
O iFood também adquiriu a Pick n Go, startup brasileira de software de gestão logística para restaurantes. A plataforma oferece roteirização e integração com sistemas de ponto de venda, conectando pedidos de canais próprios à operação de entregas.
Na prática, essa integração pode ajudar a coordenar a entrada do pedido e a expedição. A compatibilidade com o sistema de cada restaurante, contudo, precisa ser confirmada: a descrição da aquisição não comprova integração imediata com qualquer ferramenta.
Segundo o iFood, três em cada quatro restaurantes que passaram a utilizar exclusivamente o Entrega Dedicada conquistaram o selo Super Restaurante, destinado a estabelecimentos com melhor desempenho na plataforma.
A companhia também informou redução média de 47% nos cancelamentos e de três minutos entre a criação do pedido e a entrega entre restaurantes que utilizam seus serviços de intermediação logística. Esses resultados se referem ao conjunto desses serviços, não necessariamente apenas ao Entrega Dedicada.
Os números são declarações da empresa e não devem ser tratados como projeção para quem contratar. Para comparar alternativas, é necessário conhecer o desempenho anterior, os períodos avaliados e as características das operações.
A comparação deve considerar o mesmo endereço, faixa de atendimento e perfil de pedidos. Uma cotação isolada não mostra como a solução funciona no pico ou quando a demanda fica abaixo do esperado.
| Ponto | O que confirmar na proposta |
|---|---|
| Cobertura | Endereços, raio atendido e disponibilidade por horário |
| Cobrança | Unidade de cobrança, mínimos e eventuais adicionais |
| Atendimento | Capacidade prevista, atrasos, ausências e contingência |
| Flexibilidade | Alteração de períodos, cancelamento e encerramento |
No Supply Chain Performance Index (SCPI), da Inbrasc, de 2026, custo logístico sobre receita e lead time pedido-entrega aparecem entre os indicadores considerados mais importantes pelas empresas respondentes, com 59% e 47%, respectivamente. A análise da contratação deve combinar essas duas dimensões: custo e serviço.
Para o restaurante, vale registrar separadamente o tempo de preparo, a espera pela retirada e o deslocamento até o cliente. Essa separação ajuda a identificar se o gargalo está na cozinha ou no transporte. Também convém acompanhar pedidos entregues completos e no prazo, com uma definição consistente de OTIF.
O próximo passo é obter uma proposta para a operação real e, se houver possibilidade, testar o atendimento antes de ampliar a contratação. A decisão deve considerar custo por pedido concluído, cancelamentos e cumprimento de prazo — lembrando que a queda do custo logístico sobre a receita não comprova economia.
Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.