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Como testar um roteirizador sem comprometer as entregas

Escrito por Rafael Quintanilha Doria | 22/10/2026 23:04

Antes de ampliar um software de roteirização, teste se ele reduz o custo das entregas executadas sem comprometer a pontualidade. O piloto deve comparar a operação atual com rotas efetivamente percorridas, incluindo falhas de integração, reentregas e trabalho de correção. Economia simulada, sozinha, não comprova resultado.

Defina o que o piloto precisa provar

Escolha rotas representativas: inclua diferentes regiões, perfis de pedidos, veículos e exigências de recebimento. Evite selecionar apenas trajetos simples, que não expõem as dificuldades da operação.

Registre o desempenho atual e mantenha critérios comparáveis durante o teste. Se houver mudança de volume, concentração de clientes ou condições operacionais, documente a diferença antes de atribuir o resultado ao software.

Combine previamente as metas de custo, pontualidade e esforço de planejamento. Defina também quais falhas impedem a expansão, quem decide e quando o piloto será reavaliado.

Transforme restrições da rua em dados

Confira endereços, localização dos acessos, capacidade dos veículos, jornada, tempo de atendimento, janelas de recebimento e restrições de circulação. Separe exigências obrigatórias de preferências: uma proibição de acesso não pode ser tratada como uma escolha de trajeto.

Exemplo hipotético: uma loja recebe mercadorias pela entrada dos fundos, mas o cadastro aponta para a fachada. A sequência pode parecer eficiente na tela e exigir uma volta adicional na execução. Registre a causa e corrija o cadastro antes de repetir o teste.

O cuidado lembra a avaliação do slotting no WMS: encurtar um deslocamento não basta se a mudança transfere trabalho para outra etapa.

Teste a integração até o motorista

Acompanhe um pedido desde o ERP, passando pelo TMS e pelo roteirizador, até o aplicativo do motorista, conforme a arquitetura contratada. Confira identificadores, quantidades, horários, comprovantes e retorno dos status.

No IMTS — Índice de Maturidade Tecnológica em Supply Chain, da Inbrasc, de 2026, a integração entre sistemas desde o início foi citada como fator de sucesso das iniciativas tecnológicas por 40% das empresas respondentes. O levantamento ouviu 456 profissionais de 328 empresas.

No piloto, inclua situações que exigem intervenção:

  • Pedido cancelado ou alterado depois do planejamento.
  • Cliente fechado, entrega parcial ou recusa.
  • Aplicativo sem conexão e sincronização posterior.
  • Indisponibilidade de um sistema, com procedimento alternativo.

Para cada exceção, nomeie um responsável e confira se a atualização chega aos demais sistemas sem duplicar pedidos ou perder registros.

Meça a execução, não apenas a rota sugerida

Compare planejamento e execução por rota e consolide o período. Preserve as diferenças entre perfis operacionais para não esconder uma piora localizada na média.

Indicador O que registrar
Quilômetros efetivos Percurso realizado e desvios
Custo por entrega concluída Custos do período divididos pelas entregas concluídas
Pontualidade e reentregas Cumprimento das janelas e novas tentativas
Esforço operacional Horas extras e tempo corrigindo rotas
Infográfico: Como testar um roteirizador sem comprometer as entregas

Use o mesmo critério de custos na referência e no piloto. Inclua o esforço das tentativas frustradas, sem contá-las como entregas concluídas. A auditoria automatizada de fretes complementa essa conferência ao tratar da validação das cobranças.

Peça a motoristas e planejadores que registrem por que alteraram cada sugestão. Diferencie restrição ausente, dado incorreto, dificuldade de uso e preferência pessoal; não classifique toda intervenção como resistência.

Amplie somente com uma implantação documentada

Some licença, cobrança por uso, integração, saneamento de dados, treinamento e suporte. Registre prazo real, falhas, retrabalho e participação da equipe. Projeções comerciais devem permanecer separadas dos resultados medidos.

Amplie quando os critérios definidos forem atendidos em condições representativas. Corrija e repita quando houver falhas tratáveis. Interrompa quando persistirem inviabilidade operacional, piora do serviço ou custo sem justificativa. A decisão deve se apoiar no que a operação conseguiu executar, não na demonstração do fornecedor.

Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.